Simultaneamente ao escândalo do Banco Master, a Polícia Federal deflagrou em março de 2026 a Operação Fallax, visando desarticular o Grupo Fictor — o mesmo conglomerado que anunciou falsamente a intenção de comprar o Banco Master às vésperas de sua intervenção. A operação expôs uma teia que conecta fraudes bilionárias contra a Caixa Econômica Federal ao crime organizado e ao núcleo do governo federal.

O Grupo Fictor: Fraudes e Crime Organizado

O Grupo Fictor é investigado por fraudes estimadas em R$ 500 milhões contra a Caixa Econômica Federal e por atuar como estrutura de lavagem de dinheiro para a facção criminosa Comando Vermelho (CV) em São Paulo. A operação resultou em buscas e apreensões contra o CEO Rafael Góis e o ex-sócio Luiz Phillippe Rubini.

InvestigadoCargoAcusação
Rafael GóisCEO do Grupo FictorFraude contra a CEF, lavagem de dinheiro
Luiz Phillippe RubiniEx-sócio / ConselhãoLavagem de dinheiro para o CV
Fábio Luís Lula da SilvaConsultor ("Lulinha")Articulação de indicações ao governo

A Conexão com o Palácio do Planalto

O aspecto mais grave da investigação reside na profunda inserção política de Rubini. Nomeado pelo presidente Lula em 2025 com mandato até março de 2027, Rubini é membro titular do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (o influente "Conselhão").

A conexão tornou-se explosiva quando investigações de inteligência financeira e delações revelaram que o responsável por fazer a "ponte" entre o Grupo Fictor e as altas esferas do governo federal era Fábio Luís Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente da República. Segundo as acusações, ele atuou formalmente como consultor do Grupo Fictor e foi o principal articulador da indicação de Rubini ao Conselhão.

"A defesa de Fábio Luís confirma conhecer o empresário, mas nega contrapartidas ilegais. O Palácio do Planalto se recusou a comentar as operações da Polícia Federal." — Folha de S.Paulo, março de 2026

Impacto Eleitoral

A convergência dos escândalos do Banco Master e da Operação Fallax cria o que cientistas políticos descrevem como a "tempestade perfeita" para as pretensões de reeleição de Lula. Com aliados e familiares envolvidos em operações policiais, a base governista encontra-se na defensiva, enquanto a oposição ocupa o vácuo narrativo com o senador Flávio Bolsonaro consolidando sua candidatura presidencial.